O crescimento de vendas online deixou de ser uma tendência distante para o varejo de moda e passou a ser um fator que muda decisões de compra, estoque e variedade em todo o Brasil.
Um levantamento global da NielsenIQ mostrou que o País lidera esse movimento na América Latina, com avanço de 49% nas vendas em plataformas digitais na comparação com o ano anterior.
Para o lojista que compra no atacado, entender esse cenário é essencial para chegar às próximas viagens de compras com decisões mais assertivas.
O que os dados revelam sobre o crescimento de vendas online no Brasil
Segundo o estudo, as vendas em canais digitais no Brasil cresceram 9% em 2025, com destaque para categorias de giro rápido, que avançaram 34% nesses canais.
O País respondeu por US$ 3,8 bilhões dos US$ 8 bilhões movimentados pelo comércio eletrônico latino-americano, o equivalente a 43% de participação no continente, à frente do México, que ficou com 31% do total.
Esse avanço não aconteceu de forma isolada. Os brasileiros já realizam um quarto das compras do dia a dia por meio de plataformas digitais, e o comportamento de consumo passou a combinar loja física, redes sociais e aplicativos de forma simultânea.
Para quem vende moda, isso significa que a decisão de compra do consumidor final costuma começar muito antes de ele entrar na loja, pesquisando modelos, cores e preços em diferentes canais.
Por que o crescimento de vendas online muda a forma de comprar no atacado
Quando o consumidor pesquisa preço, modelagem e tendência antes de sair de casa, a loja física precisa ter no estoque exatamente o que ele já viu no celular.
Isso pressiona o lojista a fazer escolhas mais precisas na hora da compra no atacado, evitando excesso de peças paradas e faltas nos itens que realmente têm demanda no momento.
O levantamento reforça esse ponto ao mostrar que a categoria de higiene e beleza já responde por 63% do comércio eletrônico brasileiro, um sinal de que o consumidor migra rápido para o digital quando encontra praticidade e variedade.
No vestuário, a lógica é semelhante. Quem oferece a peça certa, no momento certo, sai na frente, esteja à venda na loja física ou no canal próprio da marca.
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Tendências que sustentam o crescimento de vendas online
O estudo da NielsenIQ aponta formatos que ganharam força na América Latina em 2025 e ajudam a explicar esse cenário no varejo:
- Social commerce: mais da metade dos consumidores latino-americanos já comprou diretamente por uma rede social, comportamento ainda mais forte entre a geração Z, que em grande parte compra exclusivamente por lojas digitais.
- Live commerce: as transmissões ao vivo somaram centenas de milhões de visualizações no período, transformando a apresentação de produtos em um evento de vendas em tempo real.
- Quick commerce: entregas rápidas influenciam a decisão de compra de boa parte dos consumidores, que priorizam plataformas capazes de entregar em poucos minutos.
- Inteligência artificial: mais da metade dos consumidores já usa ou pretende usar recursos de IA para organizar compras, comparar produtos e receber recomendações personalizadas.
Essas tendências não substituem a loja física de moda, mas mostram onde está a atenção do consumidor hoje.
O lojista que acompanha esse movimento consegue usar as redes sociais e o digital como vitrine, direcionando o público para a compra presencial ou para o canal próprio de e-commerce, sem perder relevância diante da concorrência online.
Como aproveitar esse cenário na loja física de moda
O primeiro passo é olhar para a variedade com os mesmos critérios que orientam uma boa curadoria online: peças com apelo visual forte para redes sociais, capazes de gerar interesse e compartilhamento antes mesmo de estarem expostas na loja.
Fotos e vídeos curtos de novas chegadas, feitos ainda na etapa de recebimento da mercadoria, ajudam a antecipar esse interesse e a aquecer o público antes da data de lançamento da coleção.
O segundo passo é observar quais categorias sustentam esse movimento e testar produtos complementares, como acessórios e itens de menor ticket, que funcionam bem em compras por impulso, tanto no digital quanto na loja física.
Pequenos volumes de teste ajudam a validar a aceitação antes de comprometer o capital de giro em quantidades maiores.
Por fim, vale acompanhar de perto as marcas que já têm boa aceitação nas redes sociais antes da decisão de compra no atacado, priorizando fornecedores que produzem conteúdo de qualidade e facilitam a divulgação da coleção pelo lojista, o que reduz o esforço de marketing necessário depois da compra.
Onde a R.Baccin entra nesse cenário
Na R.Baccin, o comportamento do consumidor de moda é acompanhado de perto para orientar cada assessoria de compras com informação atualizada.
Com mais de 350 fornecedores parceiros e décadas de experiência no Bom Retiro, a empresa auxilia lojistas de todo o Brasil a montar um sortimento alinhado às tendências que já circulam nas redes sociais e no digital, antes que a concorrência perceba.
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Perguntas frequentes sobre o crescimento de vendas online
O crescimento de vendas online afeta as lojas físicas de moda?
Afeta principalmente o comportamento de pesquisa do consumidor, que decide o que comprar antes de visitar a loja. Isso exige um sortimento mais alinhado ao que já circula no digital e nas redes sociais.
Quais categorias mais crescem no comércio eletrônico brasileiro?
Segundo o levantamento da NielsenIQ, higiene e beleza lideram, respondendo por 63% do e-commerce no Brasil, à frente de alimentos, categoria que lidera em outros países da região.
Como o lojista de moda pode se preparar para esse cenário?
Priorizando peças com apelo visual para redes sociais, testando itens complementares de menor ticket e acompanhando fornecedores que já têm presença forte no digital antes da próxima compra no atacado.

